Tente viver sem
respirar ou sem comer. É impossível não é verdade!? Então me diga se é possível
viver sem uma metade, sem a sua melhor parte, sem a metade que abriga o seu coração.
A parte que te torna uma completa idiota em alguns momentos, uma ciumenta
descontrolada em outros e uma loucamente apaixonada sempre.
Hoje olho pra
trás tentando me encontrar antes de ter existido o “eu e você” e sabe qual é a
conclusão? Não consigo. Antes disso tudo eu era apenas um alguém que pensava
ser completa, segura e feliz.
Ai me vem a parte mais crítica, a de perceber hoje sem você,
sem sequer um único sorriso ou um olhar escondido em meio a uma multidão que
torcia contra, que era nessas pequenas coisas que eu encontrava meus momentos
de felicidade, de me sentir completa e ter a segurança de em cada olhar
perceber que me amava. Do seu jeito, mas me amava.
Eu sei que já
passou da hora de colocar na minha cabeça que nossa história chegou ao fim. É
já falei isso milhões de vezes, eu também já sei. Mas poxa, olha eu ainda estou
aqui respirando esse ar impuro que insiste em me manter de pé, quando minha
vontade mesmo era desmoronar de vez e acabar com essa agonia.
Não tem mais o frio na barriga de talvez “dar” de cara com
você por ai, por onde você anda? Eu já não sei mais. Com quem você esta? Até
mesmo de sentir raiva de ver você com outra eu tenho sido privada
Seria muito clichê se eu dissesse que não sei
mais viver sem você? Ou que não se passa sequer uma noite sem que você invada
meus sonhos feito miragem? Chego a sentir seu cheiro. Ainda é o mesmo cheiro? Já
não sei mais.
Brincamos certa
vez que nossa história seria um “Romeu e Julieta totalmente século XXI”. Mas
tenho certeza que shakespeare teria um
material bem mais carregado de emoção, amor, dor e sofrimento em mãos se fosse
escrever sobre nós.
Um sentimento
lindo, sufocado pelo silêncio. Um casal lindo, cercado de incertezas. Um amor
lindo e verdadeiro julgado como pecaminoso e impossível .Um final mais trágico
que o romance original.
No original pelo menos os dois tiveram um momento de paz e
puderam morrer juntos, o que tornou o amor deles eterno. Já o nosso teremos que
nos render e aprender a continuar vivendo separados ,bem século XXI e sua maior
e mais ilusória característica...Achar que nesse século a regra é seguir a vida
e abrir mão dos amores.
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