Como um rio vou seguindo o curso moldado pela vida.Onde vou chegar não sei,só espero deixar por onde passar o que tiver de melhor em mim!

segunda-feira, 23 de abril de 2012

The and


Enquanto esperava o ônibus vi algo que de alguma forma me deixou pior.Um casal de velhinhos,mais ou menos uns 50 anos juntos eu suponho,uma vida inteira.Acho que se amam de verdade.
     É que hoje em dia relacionamentos de 10 anos são considerados milagres,e o amor já não tem espaço na vida de quase ninguém. São muitas festas,muitos amigos,beijos ainda por provar,posições novas pra experimentar,muitos trabalhos pra amanhã,muito tudo,muito nada.
    Achei tão bonito,apesar da carinha deles meio sofrida .Mas que seja, por que se sofrem estão sofrendo juntos e o sofrimento quando é dividido parece ser menor.Deve ser bom.
    Essa cena mexeu comigo por que já era hora de ter percebido que pra viver como os dois eu devia ter nascido a sei lá uns 70 anos atrás,época que eu poderia sim ter encontrado um amor de verdade,ter vivido um amor de verdade,estar vivendo um amor de verdade.Não que eu tenha amado de mentirinha.Claro que não.Mas alguém mentiu!
     Hoje acordei pensando nisso tudo,querendo pular essa parte da história que vive se repetindo:Eu sofrendo,chorando,bebendo,fingindo estar bem (mas minha mascara cai no primeiro copo de cerveja).Você não sei onde,com não sei quem ,vivendo,se divertindo e de vez em quando lembrando de alguém como eu.Aí escuta uma das milhões de musicas que chamamos de nossas e resolve me contar e eu como sempre desabo a chorar.
    Quero pular pra parte dessa história que me faria mais feliz...”THE AND” Pode não ser um final feliz e seguir o rumo que todas as histórias de quase amor da nossa geração,mas  hoje especialmente só quero mesmo é chegar no final.

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